Esta semana destacamos o livro Ecologia, da escritora portuguesa Joana Bértholo, uma obra original e provocadora que nos faz refletir sobre o mundo em que vivemos.
Joana Bértholo, nascida em 1982, é uma autora contemporânea reconhecida pela sua escrita criativa e inovadora. Ao longo da sua carreira, tem explorado diferentes géneros literários, desde o romance ao teatro, destacando-se pela forma como aborda temas atuais de maneira crítica e imaginativa.
Em Ecologia, a autora apresenta-nos uma sociedade distópica onde tudo é transformado em produto — até as palavras. Neste mundo, falar deixa de ser gratuito e cada palavra tem um custo, o que levanta questões inquietantes sobre a liberdade de expressão, o poder da linguagem e o impacto do consumo na nossa vida quotidiana. Através de várias histórias interligadas, o livro constrói uma narrativa rica e desafiante que convida o leitor a pensar de forma diferente.
Se procuras um livro diferente, que te faça questionar o mundo à tua volta, Ecologia é uma leitura a não perder!
Se te disséssemos que é possível sobreviver 227 dias à deriva no Oceano Pacífico, num pequeno bote salva-vidas, o que dirias? Provavelmente, que é impossível. E se acrescentássemos que o teu único companheiro de viagem é um tigre de Bengala de 200 quilos?
Bem-vindo ao mundo extraordinário de “A Vida de Pi”, a nossa recomendação desta semana!
Piscine Molitor Patel — mais conhecido como Pi — é um jovem indiano, filho do dono de um jardim zoológico em Pondicherry. Quando a sua família decide emigrar para o Canadá, levando os animais num cargueiro japonês, um trágico naufrágio muda tudo.
Pi vê-se sozinho num bote em pleno mar alto. Ou melhor, quase sozinho. Com ele estão uma zebra, uma hiena, um orangotango e… Richard Parker, um majestoso e aterrador tigre de Bengala. O que se segue é uma luta épica pela sobrevivência, onde a astúcia, a coragem e a espiritualidade são as únicas armas disponíveis.
O autor canadiano não escreveu esta história por acaso. Martel viajou pela Índia, visitou zoológicos e estudou o comportamento animal e as grandes religiões para dar realismo a esta fábula moderna. O livro foi um sucesso tão estrondoso que venceu o Man Booker Prize e foi adaptado para o cinema num filme visualmente deslumbrante que venceu 4 Óscares.
Por que deves ler este livro?
É uma aventura de tirar o fôlego: A forma como Pi tenta “domar” o tigre para não ser comido é fascinante.
Faz-te pensar: O livro aborda questões profundas sobre a fé, a natureza humana e a nossa vontade de viver.
O Final Inesperado: Prepara-te. Nas últimas páginas, Martel lança um desafio ao leitor que te vai fazer querer reler o livro inteiro para perceber o que é, afinal, a realidade.
“O mundo não é como ele é. É como nós o compreendemos. E ao compreendermos algo, trazemos-lhe algo, não é verdade? Não torna isso a vida uma história?” — Yann Martel
Já leste “A Vida de Pi” ou viste o filme? Passa pela nossa Biblioteca, requisita o teu exemplar e vem partilhar connosco: qual das versões da história é a tua favorita?
Já alguma vez olhaste para o espelho e sentiste que o teu reflexo tinha ideias próprias? E se, de um momento para o outro, a tua imagem decidisse atravessar o vidro e viver a tua vida por ti?
Esta semana, a nossa biblioteca destaca “O Rapaz do Espelho”, uma das obras mais fascinantes do escritor português Álvaro Magalhães.
O protagonista é o Rui, um rapaz comum, até ao dia em que o seu reflexo — o Iur (reparaste que é “Rui” lido ao contrário?) — ganha vida. Mas há um problema: o Iur não é apenas uma cópia. Ele é o oposto do Rui! Enquanto o Rui é cauteloso e ponderado, o Iur é atrevido, corajoso e não tem medo de meter o nariz onde não é chamado.
O que começa por ser uma brincadeira mágica transforma-se rapidamente numa aventura perigosa e numa profunda questão: quem somos nós quando ninguém está a ver?
Por que deves ler?
É um mistério viciante: A escrita de Álvaro Magalhães faz com que queiras ler “só mais um capítulo” até perceberes como é que o Rui vai resolver este sarilho.
Faz-nos pensar: Alguma vez quiseste ser mais corajoso ou diferente do que és? Este livro fala sobre isso de uma forma muito divertida.
É um clássico moderno: É um daqueles livros que se lê num fôlego e que fica na memória durante muito tempo.
O livro está disponível na nossa secção de Literatura Juvenil. Passa por cá, requisita-o e descobre se terias coragem de trocar de lugar com o teu reflexo!
Na rubrica Livro da Semana, destacamos hoje uma obra especial que convida leitores de todas as idades a refletir sobre valores fundamentais como a aceitação, a empatia e a verdadeira felicidade: A Princesa Azul e a Felicidade Escondida, da autora portuguesa Filipa Sáragga.
Publicado em 2015, este livro apresenta-nos a história da princesa Clara, uma menina que nasce diferente das outras pessoas do seu reino: a sua pele é azul. Embora seja uma princesa bondosa e sensível, a sua diferença faz com que enfrente situações de incompreensão e preconceito. Ao longo da narrativa, Clara parte numa viagem simbólica em busca da “felicidade escondida”, encontrando pelo caminho desafios, aprendizagens e personagens que a ajudam a descobrir valores essenciais para a vida.
Mais do que um simples conto, A Princesa Azul e a Felicidade Escondida é uma fábula contemporânea que aborda temas muito atuais, como o respeito pela diferença, a autoestima, a amizade e o poder do perdão. Através de uma linguagem acessível e de uma história envolvente, o livro convida os leitores a refletir sobre aquilo que realmente nos torna felizes.
A autora Filipa Sáragga, que também é artista plástica, dedica grande parte do seu trabalho à promoção da educação emocional e de valores humanos. Muitas das suas obras procuram sensibilizar para questões como o bullying, a inclusão e o desenvolvimento pessoal, especialmente entre os mais jovens.
Este livro integra o Plano Nacional de Leitura, sendo recomendado para leitura em contexto escolar. É uma excelente escolha para alunos que gostam de histórias inspiradoras e que os fazem pensar sobre o mundo e sobre si próprios.
Sugestão da Biblioteca: Se procuras um livro que te faça viajar por um reino cheio de significado e que te ajude a descobrir que a felicidade pode estar escondida dentro de cada um de nós, esta é uma leitura que não vais querer perder.
Passa pela biblioteca escolar e vem descobrir esta história!
A Biblioteca Escolar destaca esta semana uma obra verdadeiramente especial: A Invenção de Hugo Cabret, de Brian Selznick. Mais do que um livro, esta é uma experiência de leitura inovadora que combina narrativa escrita com centenas de ilustrações a preto e branco, criando um efeito visual semelhante ao de um filme.
A ação decorre numa estação de comboios em Paris, nos anos 30. Hugo, um rapaz órfão que vive escondido entre relógios e engrenagens, tenta reparar um enigmático autómato deixado pelo pai. Ao longo da história, cruza-se com Isabelle e com um misterioso vendedor de brinquedos, cuja identidade se revela surpreendente: trata-se de Georges Méliès, um dos pioneiros do cinema.
A obra transforma-se assim numa emocionante homenagem à história do cinema e ao poder da imaginação, mostrando como os sonhos e a criatividade podem dar sentido à vida.
Publicada em 2007, esta obra destacou-se pela sua originalidade, tendo recebido a prestigiada Medalha Caldecott. A forma como texto e imagem se complementam torna a leitura dinâmica e envolvente, apelando tanto a jovens leitores como a adultos.
O sucesso foi tal que a história chegou ao cinema pelas mãos do realizador Martin Scorsese, levando ainda mais longe a magia criada por Selznick.
A Invenção de Hugo Cabret é um convite a entrar no mundo da imaginação, das máquinas, das histórias e da magia do cinema.
Passa pela biblioteca e descobre esta obra fascinante!
Nesta semana em que os corações batem mais forte e os corredores da nossa escola se enchem de mensagens carinhosas, a Biblioteca propõe uma leitura que é, acima de tudo, um convite à partilha: “Todos os Escritores do Mundo Têm a Cabeça Cheia de Piolhos”.
Afinal, o que se passa na cabeça de um escritor?
Muitas vezes imaginamos os escritores como pessoas sérias, fechadas em gabinetes cheios de pó. Mas José Luís Peixoto, um dos autores mais celebrados da literatura portuguesa contemporânea, revela-nos um segredo muito mais divertido: os escritores têm a cabeça cheia de piolhos!
Não são piolhos comuns, claro. São piolhos feitos de ideias, de frases que ainda não foram escritas e de personagens que querem ganhar vida. Esta comichão constante só acalma quando o escritor pega na caneta e deixa que eles saltem para o papel.
Mas o que tem este livro a ver com os Afetos? Tudo!
Escrever é uma das formas mais puras de demonstrar carinho. Quando escrevemos uma carta a um amigo ou um poema a alguém especial, estamos a oferecer-lhe os nossos “piolhos” — as nossas ideias e os nossos sentimentos mais profundos.
Tal como os escritores do livro, todos nós temos uma comichão interna. No Dia dos Afetos, o desafio é não deixar que esses piolhos fiquem presos. Libertar um pensamento positivo ou uma palavra de agradecimento é o maior gesto de afeto que podemos ter.
Sobre o Autor
José Luís Peixoto nasceu em Galveias em 1974. É um autor multifacetado, vencedor de prémios prestigiados como o Prémio Literário José Saramago. Com este livro, ilustrado pelo traço magnífico de Rita Correia, Peixoto mostra-nos que a literatura é um lugar de brincadeira e descoberta, acessível a todas as idades.
Dica da Biblioteca: Passa por cá e requisita este livro! Vais descobrir que, depois de o leres, também tu vais olhar para as tuas ideias de uma forma diferente. Quem sabe se não tens aí um “piolho” de afeto prontinho para ser escrito?
Desafio: Sopa de Letras
Encontra as 10 palavras escondidas na horizontal e vertical.
A F E T O S X L I V R O
W I D E I A S Q P O N R
P E I X O T O U I H K Z
E S C R I T O R O F P U
M B I B L I O T E C A M
G S E N T I M E N T O B
K H I S T O R I A S W I
P A L A V R A S H B L S
“Mouschi, o Gato de Anne Frank”: A História Vista de Baixo
Já alguma vez imaginaram como seria a vida no “Anexo Secreto” através de uns olhos que não fossem humanos?
Nesta semana, em que recordamos a importância da memória e da tolerância, a Biblioteca Escolar sugere uma leitura especial: “Mouschi, o Gato de Anne Frank”.
Todos conhecemos a história de Anne Frank e do seu famoso diário. Mas poucos pararam para pensar nas testemunhas silenciosas daquele esconderijo em Amesterdão. Mouschi não é uma invenção; ele foi o gato verdadeiro de Peter van Pels, o rapaz que se escondeu com a família Frank. Neste livro, é ele quem nos guia.
Por que tens de ler este livro?
1. Uma Perspetiva Diferente Ao contrário dos humanos, Mouschi não entende o que é o nazismo ou porque é proibido sair à rua. Ele apenas sente o medo, o cheiro a confinamento e a necessidade de silêncio absoluto. Esta “inocência” do narrador torna a história do Holocausto acessível e profundamente tocante.
2. Autores de Excelência O texto é do mestre José Jorge Letria, que consegue transformar factos históricos duros em poesia e sensibilidade. As ilustrações são da premiada Danuta Wojciechowska, cujas imagens em tons de sépia nos transportam imediatamente para o ambiente da época.
3. Uma Ponte para a História É o livro ideal para quem quer começar a compreender o que se passou na Segunda Guerra Mundial antes de mergulhar em leituras mais densas. É uma história sobre a perda da liberdade, mas também sobre a esperança que um pequeno animal pode trazer nos momentos mais negros.
Vem requisitar o teu exemplar e descobre o segredo que o Mouschi tem para te contar!
“A Fábrica de Cretinos Digitais”, cujo título completo em português é: “A Fábrica de Cretinos Digitais: O perigo dos ecrãs para os nossos filhos”. A obra é da autoria do neurocientista francês Michel Desmurget, diretor de investigação do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica de França.
O livro é um alerta sério sobre as consequências nefastas do uso excessivo de dispositivos digitais (como telemóveis, tablets e televisões) por parte de crianças e adolescentes.
● Declínio Cognitivo Inédito: Desmurget apresenta dados que sugerem, pela primeira vez na história da humanidade, um declínio no Quociente de Inteligência (QI) das gerações mais jovens em comparação com as dos seus pais, ligando este fenómeno diretamente ao tempo passado em frente aos ecrãs.
● Devastação Cognitiva: O autor argumenta que o tempo dedicado a atividades digitais recreativas, muitas vezes sem conteúdo educativo, é “subtraído” de atividades mais benéficas para o desenvolvimento cerebral, como a interação social e familiar, brincadeiras ao ar livre, estudo e leitura.
● Argumentação Científica: A obra é elogiada por mobilizar um profundo conhecimento da investigação científica na área, sendo considerada um “livro de saúde pública” devido à forma didática e pedagógica como expõe os riscos para o público em geral, especialmente pais e educadores.
● Antídoto: Como resposta à “estupidificação das mentes”, o neurocientista defende a leitura como um antídoto fundamental, sublinhando a sua importância para o desenvolvimento da linguagem, conhecimentos gerais, criatividade, atenção, e empatia.
Esta semana, a biblioteca destaca um livro imperdível para os fãs do universo de Geronimo Stilton: A Verdadeira História da Família Stilton, uma obra cheia de humor, curiosidades e surpresas sobre a família mais famosa de Ratázia.
Quem são, afinal, os Stilton? Neste livro especial, ficamos a conhecer melhor a família de Geronimo Stilton — desde os antepassados mais antigos até aos familiares mais excêntricos. A obra revela episódios curiosos, histórias divertidas e segredos bem guardados da família Stilton, sempre com o tom leve e bem-humorado característico da coleção. Ao longo das páginas, o leitor descobre como a família influenciou a personalidade, os medos e as aventuras do rato jornalista mais conhecido do mundo.
Cuscacúsqui Ratatz surge como a autora fictícia da obra, apresentada como uma jornalista ousada e curiosa do mundo dos ratos. No universo da série, é ela quem investiga e relata os factos mais surpreendentes sobre a família Stilton. Na realidade, esta personagem faz parte do jogo narrativo criado pela verdadeira autora da coleção, Elisabetta Dami, reforçando o tom divertido e criativo do livro. A Verdadeira História da Família Stilton é uma excelente leitura para quem já conhece Geronimo Stilton e quer aprofundar o seu universo, mas também funciona como uma porta de entrada para novos leitores. Com ilustrações apelativas, diferentes tipos de letra e uma narrativa envolvente, o livro estimula o gosto pela leitura, a curiosidade e o prazer de descobrir histórias cheias de imaginação. Recomendado para leitores a partir dos 7 anos.
Disponível na biblioteca — vem descobrir os segredos da família Stilton!
Num mundo onde as dietas estão constantemente em destaque — nas redes sociais, nas revistas e nas conversas do dia a dia — o livro A Verdade Sobre as Dietas, de Bertrand Meunier e Monsieur B constitui uma leitura diferente, leve e provocadora.
Este pequeno livro, escrito em banda desenhada, destaca-se pelo seu tom humorístico e satírico, afastando-se dos tradicionais manuais de nutrição cheios de regras, tabelas e proibições. Com poucas páginas e uma linguagem simples, a obra convida o leitor a refletir sobre o universo das dietas de forma crítica e descontraída.
Em vez de apresentar soluções milagrosas ou regimes rigorosos, os autores recorrem à ironia e ao humor para questionar modas alimentares, promessas fáceis de perda de peso e a obsessão contemporânea com o corpo perfeito. O livro não pretende ensinar como fazer dieta, mas sim estimular o pensamento crítico sobre aquilo que consumimos — não só alimentos, mas também ideias.
Esta obra é especialmente indicada para leitores jovens e adultos que apreciam textos curtos, acessíveis e com uma mensagem subjacente. Pode também servir de ponto de partida para debates sobre hábitos de vida saudável, pressão social e espírito críticoface à informação divulgada nos meios de comunicação.
A Verdade Sobre as Dietas está disponível na biblioteca. Uma leitura diferente que mostra que, por vezes, rir é também uma forma de aprender.